7 dicas sobre maternidade que toda mãe precisa saber e praticar
Na “profissão” em tempo integral e sem descanso que é o “maternar”, algumas verdades precisam ser ditas para que esse papel seja exercido sem culpa e com o prazer pertinente a uma função tão bonita
Quando a maternidade acontece, não é só porque um novo integrante da família chegou. Com ela chegam também as responsabilidades e os novos aprendizados do maternar.
Nada vai ser como antes e nós que somos mães sabemos que, embora aconteçam muitos desafios e dificuldades nesta nova etapa, já não nos vemos mais naqueles tempos de calmaria. Embora a vida se torne mais tumultuada e com novos obstáculos, nada é mais gratificante e prazeroso do que gerar, cuidar e criar uma pessoa com o nosso DNA, nossos valores e essência para o mundo. Fora cada descoberta e conquistas que os nossos pequenos realizam diariamente e nos inundam de orgulho e alegria!
Como sempre digo, a gente se torna mãe sendo mãe. Não há fórmula mágica, receita do bolo ou dicas infalíveis. Cada pessoa tem uma experiência, uma realidade e um contexto diferente que interferem diretamente nessa responsabilidade que exercemos em tempo integral e sem descanso.
Contudo, algumas verdades precisam ser ditas para que esse papel seja praticado sem culpa e com o prazer pertinente a uma função tão incrível e bonita. Por isso, no texto de hoje separei para vocês 5 dicas sobre maternidade que toda mãe precisa saber e praticar.
São algumas experiências que a maternidade nos traz e que podem ajudar as mães de primeira viagem nessa fantástica aventura que é formar uma pessoa para o mundo.
1. Aprenda a delegar tarefas
Quem já teve um filho sabe o quanto é desgastante os primeiros meses de adaptação com a família. É normal não dar conta de tudo, ninguém vai conseguir resolver as várias demandas de um recém-nascido sem ajuda e está tudo bem.
É importante ter clareza em mente que você precisará de ajuda nesse momento inicial do bebê. Aprenda a delegar as tarefas, tenha um plano envolvendo sua rede de apoio e como cada um poderá executar as atividades nesta fase de transformação de vidas e rotinas.
Coisas simples sobre como quem vai lavar a roupa, quem vai levar o bebê para tomar vacina, quem vai fazer o supermercado ou quem vai ficar com o bebê para a mãe tomar banho, comer ou dormir, são exemplos de tarefas que precisarão ser delegadas para que a família ultrapasse esse período com um pouco de harmonia e tranquilidade.
2. Cuide da sua saúde física e emocional
Durante a gestação, todas as atenções são para a mãe. Logo que o bebê nasce, o centro dos cuidados e preocupações passa a ser o bebê e esse, demandando dos pais, principalmente da mãe diversas novas atividades e responsabilidades que não tinha. Isso é apenas um dos fatores que contribui para que o emocional da mãe fique em desequilíbrio.
Óbvio que não mencionamos todos os outros fatores, como o novo papel que chega com a maternidade, a preocupação com a nova dinâmica do lar, as mudanças físicas e hormonais, a transformação da rotina e o nascimento de uma nova mulher com a chegada da maternidade.
Tudo isso interfere diretamente para que a saúde física e emocional requeira atenção, porque com o bem-estar em dia, a nova mãe cuidará ainda melhor e com mais condições do seu mais novo e eterno amor.
3. Crie uma nova rotina
Sua rotina não será mais a mesma de antes e entender isso é fundamental para que todo o processo de adaptação esteja dentro da normalidade.
Os três primeiros meses de vida da criança são bastantes desestrurados pela própria condição do recém-nascido. É a chamada “exterogestação”, e isso está tudo bem.
Mesmo apesar dessa fase fazer ser uma bagunça, tentar estabelecer uma nova rotina como hora aproximada para amamentação, alimentação dos pais, banho, trocas de fralda auxiliam para um futuro.
Mas é importante entender que a rotina não precisa ser rígida e ter flexibilidade ajuda a minimizar sofrimentos.
“A gente se torna mãe sendo mãe”
Viviana madisson
4. Faça bom uso da tecnologia
Outra dica fundamental para as mães de primeira viagem é que a tecnologia contribui e muito para o exercício da maternidade de forma mais plena e equilibrada.
Principalmente na volta ao trabalho, com a ajuda da internet e da comunicação por telefone, você conseguirá ficar menos aflita com a distância do bebê e monitorar como a vida acontece quando você não está por perto.
Além disso as babás eletrônicas são ótimos recursos para a sua supervisão ao bebê e colaboram para que essa vigilância aconteça de forma saudável, sem que você precise estar 24h indo até o seu pequeno.
Fazendo bom uso da tecnologia, você vai conseguir se organizar melhor como profissional e como mãe, sem dúvidas.
Mas cuidado com as comparações! Na internet e nas redes sociais é comum “vender super mães” e com isso gerar sentimentos de impotência e frustrações. Lembre-se que super mães não existem e você é a melhor mais para o seu bebê!
5. Estude sobre as fases de desenvolvimento do bebê
Saber o que está por vir, o que está dentro da normalidade e aquilo que precisa da sua atenção, são itens importantes que as mães devem conhecer para exercerem com tranquilidade a maternidade, principalmente no primeiro ano, um momento crucial para o maternar.
Se você conhece e entende as fases de desenvolvimento do bebê, os prós e os contras de cada uma, será mais fácil ultrapassá-las com sucesso não só para você, mas para a família inteira.
Mas sem nóia viu? Lembre-se que cada bebê tem o seu próprio tempo e às vezes adiantar alguma etapa, ou atrasar é esperado.
6. Evite comparações
A maternidade já por si só gera muita insegurança. É muito comum os pais se perguntarem se estão tomando as melhores decisões ou o que estão fazendo realmente é o melhor para os seus filhos. E com as redes sociais ou até mesmo alguém da família é comum ouvir comparações do estilo de educar ou com outras crianças.
No meu caso ouvi muito após o nascimento do meu filho sobre a amamentação, que na minha geração o aleitamento materno não era exclusivo e as crianças dessa época “não morreram”. Confesso que isso durante um tempo gerou alguns cabelos brancos, mas sabia que a nossa decisão era a melhor para o nosso filho.
Vale ressaltar que cada pais escolhem a forma que acreditam ser melhor para os seus filhos e está tudo bem! Cada família vive a sua própria realidade, tem a sua própria história e entender que somos diferentes auxilia a nos sentirmos mais seguros das nossas decisões e respeitar mais a nós mesmos e os outros.
7. Escolha um pediatra que você confie
Dúvidas sobre o crescimento dos nossos pequenos é bem comum, fora doenças, gripes, resfriados e coisas novas que acontecem quase que diariamente. E ter um profissional especializado nos pequenos e ser acessível faz toda a diferença.
Felizmente temos uma experiência ótima com a nossa pediatra que nos responde dúvidas, nos orienta e indica hora que realmente precisa de uma intervenção médica, ou podemos buscar cuidados paliativos.
Você acrescentaria alguma dica no texto de hoje? Coloque nos comentários e vamos conversar mais sobre o exercício da maternidade.

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