Mês da Mulher: os riscos que o perfeccionismo pode trazer à saúde
Apesar do papel da mulher multitarefa e que dá conta de tudo ser romantizado pela nossa sociedade, essa “virtude” muito valorizada nelas, pode ser um problema ao bem-estar mental
Março é o mês da mulher. Um período que faz alusão às lutas por reconhecimento e igualdade de direitos que todas lutam e que ganhou ainda mais visibilidade com a comemoração internacional.
Por isso, aproveitando o gancho e a visibilidade do público feminino neste mês, hoje eu trouxe para vocês um tema muito importante e que provavelmente se enquadra em pelo menos algumas situações da vida de toda mulher: o papel feminino de ser multitarefa e que dá conta de tudo – sempre com perfeição e fazendo malabarismos para alcançar os objetivos – pode ser um risco à saúde mental.
O perfeccionismo já é nocivo para a saúde da população em geral, mas pode se agravar ainda mais se estiver relacionado a elas, já que desde sempre as mulheres realizam dupla jornada e têm que se dedicar o dobro para obter os mesmos resultados que os homens.
De acordo com levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2017, as mulheres trabalham em média 7,5 horas semanais a mais que os homens, devido à dupla jornada que inclui tarefas domésticas, cuidado com os filhos e trabalhos remunerados, embora a taxa de escolaridade das mulheres seja mais alta.
Agora, sabendo deste cenário e da romantização que a mulher multitarefa tem na nossa sociedade, muitas ainda têm que lidar com o perfeccionismo, a necessidade de atingir a perfeição em todas as situações, o que pode prejudicar a saúde mental e a autoestima, já que com a rotina atribulada e o excesso de tarefas, dificilmente uma autocrítica tão elevada será suprida.
Imaginem, a vida de uma mulher em apenas um dia: acordar, preparar o café da manhã, verificar se todos estão prontos para irem para os seus compromissos, levar os filhos para a escola, ir para o trabalho, fazer reuniões, lidar com o chefe, buscar os filhos na escola, fazer o jantar, ajudar as crianças com as tarefas escolares, dar banho e colocar os filhos na cama, fazer exercício, passear com o cachorro, dar atenção ao parceiro, ter um tempo de autocuidado… sem dúvidas faltam muitas etapas, mas essas são as mais comuns e com certeza já sobrecarregam a rotina de qualquer pessoa.
E quando essa rotina está atrelada a autocrítica e a exigência de perfeccionismo, a saúde mental sofre bastante!!
A perfeição é relativa e depende de pessoa para pessoa e de acordo com as situações. E no fundo no fundo sabemos que a perfeição não existe e tudo bem errar. O erro faz parte de todos os aprendizados e somos simplesmente humanos.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender por qual motivo você se cobra tanto e as origens desta busca incessante pelo perfeccionismo através do diálogo com um profissional da área.
Com o acompanhamento psicológico, a pessoa pode entender suas falhas e fazer uma reforma íntima de modo a processar de forma saudável e equilibrada que a perfeição não existe e que sem ela, a vida pode continuar sendo satisfatória e repleta de felicidade.
7 dicas para combater o perfeccionismo
- Veja seus erros como oportunidade de crescimento e evolução profissional e pessoal;
- Perfeição não é sinônimo de sucesso;
- Não cobre dos outros perfeição. A evolução está repleta de diversidade;
- Aceite críticas e não se cobre tanto;
- O processo é mais importante que o resultado;
- Aprender é tão importante quanto realizar;
- A perfeição é subjetiva. O que é incrível para um, não é para o outro;
- Você não precisa dar conta de tudo sozinho! Compartilhar as tarefas além de te permitir viver uma vida mais leve auxilia ao outro também se desenvolver.
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