A saúde da mulher e os fatores protetores e de risco

A saúde da mulher e os fatores protetores e de risco

As mulheres têm 40% mais chances do que os homens de desenvolverem transtornos mentais. A pressão da sociedade contribui para o problema que deve ser amplamente debatido

As mulheres enfrentam diariamente pressões de todo tipo: ser boa mãe, estar sempre bonita, se enquadrar nos padrões estéticos, dar conta da casa e do trabalho, não envelhecer, não perder a calma, ser sempre aquela que cuida… enfim, são inúmeros os rótulos que a mulher enfrenta desde que nasce e a isso, podemos imputar alguns desgastes emocionais que acabam influenciando na saúde mental feminina.

Um estudo feito pelo Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, concluiu que as mulheres têm 40% mais chances de desenvolver transtornos mentais do que os homens. Outra pesquisa sobre o tema – esta feita durante a pandemia, em 2021 – constatou que 68% das brasileiras se sentiam sobrecarregadas, enquanto 56% dos homens deram a mesma resposta. Entre os problemas que vieram à tona com a pandemia estão a ansiedade, insônia, exaustão e depressão. Para todas essas dores, as mulheres podem sofrer mais que os homens.

A dupla jornada de trabalho, em casa e no trabalho, a criação dos filhos, as tarefas domésticas e a rotina habitualmente agitada das mulheres também contribuem para que, mais sobrecarregadas e com uma pressão maior da sociedade, sofram mais com os problemas mentais do que os homens.

Dessa forma, podemos considerar que alguns fatores podem ser protetores ou de risco para o equilíbrio psicológico e conhece-los é importante para que possamos priorizar nosso bem-estar e tomar decisões quando algo sai da normalidade.

Fatores de risco

São os principais gatilhos para que as mulheres desenvolvam problemas psicológicos. Associados a fatores sociais, biológicos e familiares, contribuem diretamente para o desequilíbrio feminino. Entre os principais:

– Rotina sobrecarregada;

– Falta de qualidade de vida;

– Submissão ao parceiro;

– Infelicidade sexual;

– Frustração profissional ou pessoal;

– Conflito com a autoimagem;

– Falta de momentos de lazer e descanso;

– Dependência financeira;

– Disfunção hormonal;

– Violência doméstica.

Todos esses fatores de risco são relacionados a uma vida sem equilíbrio, onde a falta de diálogo e da compreensão das emoções acabam dando espaço para mecanismos que a longo prazo podem gerar sérios problemas mentais.

É importante compreendermos que as tarefas precisam ser compartilhadas e que se existe uma insatisfação pessoal mais prolongada do que de costume, é importante verbaliza-la. Quando não falamos sobre algum tipo de incomodo ou sentimento, existe mais chances de que ele se torne uma doença e tenha um agravamento.

De todos os fatores de risco listados acima, um deles é o mais preocupante: a violência doméstica. Além de prejudicar a saúde mental, também representa risco à vida da mulher e de toda a família. Recorrentemente as pessoas acham que violência é apenas aquela demonstrada fisicamente, com agressões corporais, porém é um engano. A violência doméstica engloba 5 tipos de violências, sendo elas: física, sexual, psicológica, patrimonial e moral.  

Vale lembrar que qualquer tipo dessas violências é um crime e mais do que isso, precisa ser denunciado e punido. A vítima pode sofrer danos psicológicos que ficarão para a vida inteira e por isso, precisa de apoio e de uma rede de apoio que a defenda e compreenda nos altos e baixos das emoções de um período tão dolorido quanto esse.

Se houver a necessidade, procure ajuda especializada. Compreender os sentimentos precisa estar em paralelo com o aprendizado de como lidar com os acontecimentos da vida de forma mais saudável e plena.      

Fatores protetores

Assim como existem ganchos que podem adoecer mentalmente a mulher, também existem fatores que protegem a saúde mental. Alguns itens são simples, mas podem colaborar com mais do que se espera para o bem-estar feminino. Listamos os principais:

– Livrar-se de relacionamentos tóxicos;

– Praticar atividade física regularmente;

– Buscar realização profissional e pessoal;

– Cuidar da autoestima;

– Priorizar situações e momentos de satisfação;

– Pensar a vida com mais otimismo;

– Fazer terapia;

– Cercar-se de pessoas que valorizam o autocuidado.

Esses são só alguns fatores de proteção que podem deixar nossa saúde sempre longe dos danos mentais. Praticar o autoconhecimento é essencial para isso, pois conhecendo a si mesmo no íntimo, saberá o que é importante fazer para se manter sempre em equilíbrio.

Manter uma rotina mais saudável, priorizar a qualidade do sono, realizar atividades físicas e cuidar da alimentação, são alguns pontos que através da saúde física, podem contribuir com a mental, pois ambas estão interligadas, afinal o corpo é um só.

Controlar o estresse e reforçar laços familiares e de amizade também podem ser bastante úteis para visualizar a vida de forma mais positiva e leve. Permita-se viver com simplicidade e fazendo o que você ama e lembre-se: quando todos se forem, será você e você, então cuide do seu templo, do seu corpo.

O que achou dos fatores de proteção e de risco? Adicionaria algum item na nossa lista? Comente esse texto e deixe sua opinião sobre esse tema tão importante e sempre atual.

Deixe um comentário