Identidade de Gênero

Constantemente vejo as pessoas tentando “padronizar” outros seres humanos. Se você não é gordo, então você é magro. Se você não é alto, então é baixo. E simplificar as pessoas em pontos que não são simples como, por exemplo, o que representa o seu gênero e a sua própria identidade sexual.

No mês de agosto esteve nos noticiários o casal Yudi e Taynan que decidiu criar a sua criança, Ariel, para que ela possa ter opção de escolha de qual gênero e identidade sexual quiser seguir.

Conversando com algumas pessoas sobre o tema percebi quanto ficaram chocadas sobre o tema por acharem que gênero é muito simples, ou é feminino ou masculino, ou tem cromossomo XX ou tem cromossomo XY, porém se esquecem do impacto que está atrelado nesta identificação.

No instante que se diz “menina” ou “menino” as opções de quarto, de roupa, de brinquedos, com quem deve se ser relacionar, de possíveis profissões e até mesmo de nome será atrelado a este gênero.

E se a pessoa não couber nesta “caixinha” pré determinada? Se a “menina” não gostar de rosa ou querer brincar de carrinho, ao invés de boneca? Se o “menino” quiser brincar de cozinhar e de pular corda, ao invés de futebol? Elas já devem ser discriminadas por um preconceito que está na cabeça dos adultos?

Acredito que sobre este tema tem alguns pontos importantíssimos a serem considerados, sendo eles:

1 – Crianças não nascem preconceituosas, elas aprendem a serem assim.

2 – Todas as pessoas merecem ser respeitadas como elas são.

3 – Nenhuma pessoa é igual a outra, então a padronização além de ineficaz causa muito sofrimento.

4 – Todas as pessoas têm o direito de serem protegidas por lei igualmente.

E para reforçar o tema, gostaria de convidar para assistir uma série chamada “Sense 8”, do Netflix. Se trata de um grupo de pessoas que está ligado mentalmente e podem sentir, viver e até “incorporar” a outra pessoa quando necessário. E tem dois personagens que elucidam claramente estes pontos citados acima.

Um deles é o Lito, ator estilo “machão”, que faz papéis apenas de herói e é gay. Durante a série ele assume sua identidade sexual e sofre muito preconceito por sua escolha. E ao mesmo tempo que o mundo tradicional “diz: -não!”, o mundo LGBTS abre as portas para ele e se inspira no exemplo dele.

E outra personagem é a Nomi, transexual que faz a cirurgia de mudança de sexo. Seus pais a condenam e descriminam, dizendo que ela é “um buraco negro de narcisismo”. Um episódio muito legal é aquele no qual Nomi e Lito conversam sobre sua identidade sexual e como tentar “caber na caixinha”, fazendo mal para ambos. Concluem que o importante, realmente, é ser feliz e ter a compreensão das pessoas que os amam.

 

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